Capela de Nossa Senhpora Santana e o Rio do Engenho

Capela de Nossa Senhpora Santana  e o Rio do Engenho

Em 1537 Jorge de Figueiredo Correa doou uma área de terra  (sesmaria) às margens do rio Santana a Mem de Sá. Lá foi construído um engenho de açúcar do qual ainda restam vestígios. Naquele engenho de açúcar aconteceu uma importante revolta de escravos. A maior atração do local é uma capela construída pelos jesuítas. Tem como peças importantes o batistério e a imagem de Senhora Santana. É considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil.

Segundo Luis Walter Coelho Filho, no livro A Capitania de São Jorge e a Década do Açúcar, os três sesmeiros citados no parágrafo acima, constituíram, em 1547, um consórcio empresarial para exportar o açúcar produzido pelos engenhos que fundaram em suas propriedades. Esta iniciativa seria algo incomum na época, constituindo-se em um empreendimento capitalista, coisa que ainda não existia por estas plagas.

De acordo com o brasilianista Stuart Schwartz, o engenho de Santana foi um engenho atípico, diferente daqueles instalados no entorno de Salvador, mas nem por isso teve menor importância, pois permaneceu em atividade por quase trezentos anos, certamente um fato empresarial pouco comum. Em seu livro Segredos Internos, o americano apresenta dados de que em 1572 consta o registro de 109 índios escravos, como também de 130 escravos negros. O aumento do consumo de açúcar na Europa justificava a busca de mão de obra para aumentar a produção e a quantidade de mão de obra empregada demonstra o tamanho do engenho.

“Em 1789, os escravos do Engenho de Santana se rebelaram, sob a liderança de ‘um cabra’ chamado Gregório Luis. Mataram o feitor e ocuparam o engenho, paralisando a produção por dois anos” (SCHWARTZ, 1988).

Embora na ótica dos historiadores baianos não haja referência à História de Ilhéus, faz-se necessário inseri-la, pois desde o século XVI, lá ela está incluída e muito tem contribuído para o enriquecimento da economia e da História da Bahia.