DIOCESE DE ILHÉUS 1913 – 2013 - SEMINÁRIO DE JUBILEU

DIOCESE DE ILHÉUS 1913 – 2013 - SEMINÁRIO DE JUBILEU

Nos dias 26 A 28 DE FEVEREIRO DE 2010 aconteceu o Seminário do Jubileu dos Cem Anos da criação da Diocese de Ilhéus, no Centro de Treinamento de Líderes, CTL, em Ilhéus BA.

Com este seminário demos início à Caminhada Rumo ao Centenário.

A Igreja vive para a missão. Nós fomos enviados com a mesma missão de Jesus: anunciar o Evangelho aos pobres. Jesus foi enviado para dar visão aos cegos, trazer a libertação aos presos e aos oprimidos e proclamar o ano da graça de Deus (cf. Lc 4,14-21). Por isso, o sentido do Jubileu deve visar à missão. Temos que procurar o melhor meio de viver essa missão. Caminharemos nesses três anos para preparar o ano jubilar de 2013.  A partir da experiência e do testemunho de tantos leigos e leigas, consagrados e consagradas, padres e bispos, que por aqui passaram e nos deixaram esse espírito de evangelização, cabe a nós agora e sempre dar continuidade a essa caminhada.

Todos os diocesanos estão convocados a se deixarem envolver no “vendaval do Espírito Santo que paira sobre todos” (At 2,2-4).

A abertura das comemorações do Jubileu se deu dia 23 de abril de 2010, festa de São Jorge, Mártir, Padroeiro da nossa Diocese.

Queremos fazer a memória dos 12 apóstolos, os primeiros a serem chamados; dos 72 discípulos, chamados e enviados dois a dois a pregar; e dos 5 mil que comeram o pão e os peixes na multiplicação dos pães (cf. Mt 14,13-21).

O tríduo em preparação ficou assim definido:

2010 – ANO HISTÓRICO

2011 –  ANO FORMATIVO 

2012 – ANO MISSIONÁRIO 

Neste seminário tivemos a assessoria do Pe. João Batista Maroni, da diocese de Cachoeira de Itapemirim, ES. Pe. Maroni lembrou que o seminário serviria para preparar o banquete histórico dos 100 anos da Diocese. Chamou a todos os que estivessem envolvidos na preparação do seminário de cozinheiros e o cozinheiro-mor, o bispo Dom Mauro . O Espírito Santo é o cozimento e que com seu fogo e com seu ardor haverá de nos dar o saboroso cozido. Queremos e devemos recordar, não por saudosismo, mas para reavivar a nossa vida, porque essa recordação deve ser utilizada para trazer vitalidade ao coração. O passado da nossa Diocese deve ser lembrado com alegria. A alma da Diocese é uma grande bolsa onde devem ser guardadas as memórias vivas da caminhada da comunidade. As verdadeiras memórias são as presentes no corpo de cada batizado, na Santíssima Trindade, porquanto o que nos identifica como parte da Igreja é o nosso batismo.  É preciso fazer com que a lembrança não fique apenas na razão. Também a emoção deve estar presente por meio do amor de cada um ao fazer reascender as suas lembranças.

Ainda segundo Pe. Maroni, fazer o alimento, acima de tudo, é uma grande paixão, porque colocamos amor ao prepará-lo. Lembra que a Sexta-feira da Paixão não é um dia de tristeza, mas sim de recordação de um Deus apaixonado que deu a sua própria vida por todos nós por amor acima de tudo. Sobre o aspecto bíblico-teológico, os jubileus do povo de Israel contavam suas histórias dando significado aos fatos. É preciso que façamos o mesmo, porque é fazendo memória que reafirmamos e reforçamos nossa o nosso propósito de “engravidar” nossa caminhada com novas esperanças e novos desafios.Sobre o aspecto antropológico, pertencemos a uma tradição porque fazemos parte de uma história, ou seja, já somos um passado na vida de nossos antepassados.

Sobre a visão eclesiológica litúrgica damos um significado a essa memória. Nesse caso, a semente deve ser replantada dia a dia porque aquele que é batizado tem a idade da Igreja uma vez que a Liturgia é memória. Fomos enriquecidos nesses dias com as reflexões sobres os três aspectos do Jubileu: Bíblico-Teológicos; Antropológicos e Eclesiológico-Litúrgicos. Assessoram os padres Laudelino, Tota e Evandro, respectivamente.