O Seminário São Jorge dos Ilhéus

O Seminário São Jorge dos Ilhéus

“A quem visita o Sul baiano não passa despercebido o surto de progresso: em toda a parte: igrejas em construção, a começar pela igreja mãe, a Catedral, escolas, abrigos, maternidades, hospitais... Pois bem: estas igrejas ficarão desertas, ao pé de seus pórticos crescerão as ervas e sobre seus muros as arvores, os doentes e velhos entrarão na eternidade sem o conforto dos sacramentos, com grave risco de sua salvação, as crianças abandonadas e os órfãos continuarão sem sua miséria moral e física, a sociedade, já tal mal ferida, chegará ao fundo desse plano inclinado de suas paixões não dominadas, se não envidarmos todas as forças para formarmos num futuro próximo, um numeroso, bom e eficiente clero diocesano, a mola mestra de todo o são movimento, quer social ou religioso”. [1]

São essas as palavras de Dom Benedito Zorzi, bispo de Ilhéus, na sua mensagem aos diocesanos por ocasião do 1o. Congresso Diocesano de Ilhéus sobre as Vocações, realizado nos dias 12 a 16 de outubro de 1949. A primeira resolução do congresso foi a construção do Seminário Diocesano. No dia 15 de outubro de 1949, às 9 horas da manhã  foi dada a bênção da pedra fundamental do Seminário. A solenidade foi presidida pelo Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, Dom Augusto Álvaro da Silva e assistida por Dom Benedito Zorzi, bispo de Ilhéus,  Dom Florêncio Sizínio, bispo de Amargosa, Dom Anselmo Pietrulla, bispo de Campina Grande, PB, o clero local e grande número de fiéis.

O local escolhido era denominado Fazenda Jaguaribe, de propriedade da Diocese de Ilhéus, “à margem direita do rio Fundão, no distrito de Banco da Vitória, município de Ilhéus, no quilometro 6 do palácio episcopal, na estrada  de Ilhéus a Itabuna”.[2]

O Instituto de Teologia de Ilhéus – ITI, foi resultado de uma inspiração de Dom Valfredo Tepe que percebeu a necessidade de formar os presbíteros baianos na Bahia. Foi um longo processo de discernimento que se completou em 01 de fevereiro de 1978 quando iniciou oficialmente o curso de teologia para os seminaristas da diocese de Ilhéus e de outras dioceses.

O ITI é uma escola de nível superior para formação de presbíteros e agentes de pastoral. Visa levar seus alunos “a possuir uma visão das verdades reveladas por Deus em Jesus Cristo e da experiência de fé da Igreja que seja completa e unitária” (Pastores Dabo Vobis, de João Paulo II, 1992, p. 54), e a adquirir um espírito missionário, em diálogo com o mundo.

Os cursos do ITI estão abertos para os seminaristas e agentes de pastoral das várias dioceses que integram o Sub-regional 4 do Regional NE 3 da CNBB, de outras dioceses e Congregações.

O ITI é uma fundação da Diocese de Ilhéus e depende do Bispo diocesano. Este é representado no instituto através de um Diretor, que é por ele escolhido e nomeado, depois de ouvido o parecer do Conselho de Presbíteros e do Conselho de Formadores do ITI.

O ITI oferece os Cursos de Teologia e de Filosofia que são regidos pela “Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, pelo Código de Direito Canônico, pela “Pastore Dabo Vobis”e pelas Diretrizes básicas da Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil.

O curso de Filosofia é de 3 (três) anos e tem o currículo de tal forma que facilite sua convalidação nos termos da legislação civil.

O curso de Teologia é  de 4 (quatro) anos, com um currículo mínimo de 2.400 horas/aulas, e dá condições ao aluno de obter o certificado de Bacharel em Teologia.


[1] I Congresso Diocesano de Ilhéus sobre Vocações, Ilhéus, 1950, p. 9.

[2] idem, p. 123.